Fertilização

Fertilização

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

todo o processo!!!!




Neste tipo de tratamento, os ovários são estimulados com hormônios com o objetivo de produzir vários óvulos simultaneamente. Estes óvulos serão então aspirados com o auxílio da ultra-sonografia e fertilizados em laboratório (daí o termo “in vitro”) com os espermatozóides obtidos do marido. A fertilização pode ser realizada com a injeção do espermatozóide dentro do óvulo com uma fina agulha (ICSI: sigla em inglês para injeção intracitoplasmática de espermatozóide). Os óvulos fertilizados originarão embriões, que serão cultivados por 2 a 5 dias em incubadoras especiais e, então, transferidos para dentro do útero. Após 12 dias, temos condições de dosar a quantidade do hormônio da gravidez (beta-HCG) no sangue e saber se houve implantação embrionária, ou seja, se a mulher engravidou com o tratamento.
Conheça mais sobre o tratamento:
1.Medicações utilizadas:
Assim como para os procedimentos de baixa complexidade (ver coito programado) (ver inseminação artificial), devemos estimular o crescimento dos folículos para a FIV, mas com algumas diferenças. A principal diferença, no que diz respeito ao estímulo, é que, para a FIV, nosso objetivo é fazer com que o ovário produza vários óvulos ao mesmo tempo, que serão fertilizados no laboratório.
Para isso, usamos doses maiores de medicações, estimulando o crescimento dos folículos ovarianos de uma forma mais intensa.
A seguir, uma breve descrição dos diferentes tipos de medicações utilizadas em ciclos de fertilização in vitro.
FSH-recombinante: é o FSH (hormônio que estimula o crescimento dos folículos) produzido por engenharia genética. Por não ser derivado de nenhum material biológico, é livre de qualquer tipo de contaminante e altamente eficaz.
Gonadotrofinas de mulher menopausada: são preparados a partir da urina de mulheres menopausadas (que contém altas concentrações de FSH e LH). Também estimulam os ovários de forma eficaz.
Agonistas do GnRH: bloqueiam a hipófise quando utilizados de forma prolongada e contínua, impedindo que o organismo da mulher libere os hormônios que estimulam a ovulação.
Antagonistas do GnRH: assim como os agonistas, também bloqueiam a função da hipófise, mas o fazem de forma imediata.
Progesterona: é usada após a aspiração dos óvulos com o objetivo de preparar o endométrio para a transferência dos embriões. É mantida após a transferência.
Estradiol transdérmico: é utilizado com o objetivo de evitar que ocorram flutuações bruscas dos níveis de estradiol após a aspiração dos óvulos.
2. FIV passo a passo:
A etapa inicial do tratamento e FIV pode ser a utilização da pílula anticoncepcional. O objetivo desta medicação é evitar a formação de cistos e nos permitir ter o controle exato sobre o momento mais adequado de iniciar o ciclo propriamente dito. A fase da pílula tem duração variável e deve ser entendida como uma fase de preparo pré-ciclo de FIV.
Após o uso da pílula, começa a utilização do agonista do GnRH, que bloqueará os hormônios da hipófise, levando a mulher a um estado semelhante a uma menopausa artificial. O agonista do GnRH é aplicado por meio de injeções subcutâneas aplicadas pela própria paciente. É utilizada por 7 a 14 dias antes do início e durante todo o estímulo ovariano, tendo a função de impedir a ovulação dos folículos que estão em desenvolvimento. Vale lembrar que, no ciclo menstrual natural, é o pico de LH que faz com que ocorra a ovulação. O agonista do GnRH terá justamente a função de impedir que ocorra este pico de LH.
Quando a hipófise já se encontra bloqueada pela ação do agonista, começamos o estímulo propriamente dito, que também é realizado com injeções subcutâneas ou intramusculares das medicações. A duração do estímulo ovariano é variável de acordo com a resposta. Em geral, leva de 10 a 12 dias. Durante o estímulo, realizamos controles ultra-sonográficos periódicos para avaliar o tamanho e número dos folículos em desenvolvimento. Acompanhamos também o crescimento do endométrio (mucosa uterina para a qual os embriões serão posteriormente transferidos). Nesta fase, costumamos ainda solicitar algumas dosagens hormonais.
Quando detectamos a presença de 1 ou mais folículos com diâmetro de 18mm, prescrevemos uma outra medicação: o hCG, que terá a função de promover a maturação final dos óvulos. Esta é a única medicação que tem um horário rígido para ser administrada, pois a aspiração dos óvulos deverá ocorrer entre 34 e 35 horas após a injeção. No dia seguinte à aplicação do hCG, a paciente não recebe nenhuma medicação.
Aspiração dos óvulos
A aspiração dos óvulos é um procedimento simples, mas que requer alguns cuidados. O primeiro, é que a paciente venha em jejum, pois será realizada uma sedação, ou seja, a paciente dormirá durante o procedimento. A sedação fica a cargo de um médico anestesista e consiste na aplicação de um soro que contém o anestésico. Enquanto a paciente dorme, é realizada a aspiração, guiada por ultra-sonografia transvaginal.
O próprio aparelho de ultra-som que é usado para os controles durante o estímulo é utilizado, mas agora com uma guia para a introdução de uma agulha longa que vai até o interior dos folículos nos ovários. Esta agulha fica conectada a um tubo de ensaio e a um sistema de pressão negativa, que faz com que todo o líquido de cada folículo vá para dentro do tubo. Os tubos são então imediatamente encaminhados ao laboratório de embriologia, onde a equipe checa e verifica a presença dos óvulos. Enquanto é feita a aspiração, o marido faz a coleta de sêmen (por masturbação, da mesma forma que é realizada para um exame de espermograma).
Algumas horas mais tarde, será feita a injeção de um espermatozóide dentro de cada óvulo. No dia seguinte, será verificado o número de óvulos fertilizados.
Vale lembrar aqui que, quando não existem espermatozóides no sêmen ejaculado (como em casos de vasectomias, por exemplo), pode ser necessária a aspiração de espermatozóides diretamente dos testículos ou dos epidídimos (que é uma espécie de reservatório de espermatozóides ao lado dos testículos). Isto é realizado por meio de uma punção com uma agulha fina e, para estes casos, também costumamos recomendar que o homem venha em jejum, para que seja também submetido à sedação. No dia da aspiração dos óvulos, é importante que a mulher permaneça em repouso.
Pode haver grau variável de desconforto e inchaço na região pélvica, que melhora com o uso de medicação analgésica. Ao desconforto durante a micção também é possível. Sempre entramos em contato novamente com a paciente algumas horas após a aspiração para acompanharmos sua evolução.
No dia da aspiração, devem começar a ser usadas as medicações que vão preparar o endométrio para a transferência dos embriões. Utilizamos, basicamente, a progesterona (que pode ser por via oral ou vaginal) e os adesivos de estradiol. Além disso, costumamos prescrever um antibiótico para prevenir infecções e um anti-inflamatório hormonal chamado prednisona, que deverá ser utilizado somente por alguns dias.
Transferência de embriões
De 2 a 5 dias após a aspiração dos óvulos é realizada a transferência dos embriões para a cavidade uterina. O procedimento é tecnicamente simples e é realizado com a paciente em posição ginecológica, com espéculo vaginal (do mesmo tipo que se utiliza para o exame preventivo de Papanicolaou), sem necessidade de nenhum tipo de anestesia. É adequado apenas que ela esteja com a bexiga cheia, pois a passagem do cateter será guiada por ultra-sonografia pélvica, ou seja, aquela realizada por via abdominal.
À ultra-sonografia, conseguimos identificar o colo do útero e o endométrio, onde serão depositados os embriões. Sob visão direta do ultra-som, um cateter bem fino e oco é introduzido pelo colo do útero, subindo até o início da cavidade uterina propriamente dita.
Quando este cateter guia está em posição, entramos em contato com o laboratório de embriologia, solicitando que seja trazido o cateter de transferência, que contém os embriões. Este segundo cateter é mais fino e é introduzido por dentro do primeiro, indo até a região do fundo da cavidade uterina. Conectado a uma pequena seringa, o conteúdo do cateter (meio de cultura, um pouco de ar e os embriões) é lentamente injetado.
Pela ultra-sonografia, podemos então observar a entrada de pontos brancos, representando o local da injeção. A seguir, o cateter e vagarosamente retirado e novamente checado ao microscópio para a detecção do retorno eventual de um dos embriões (evento raro, mas que pode acontecer, exigindo então que o cateter seja novamente passado).
Terminado o procedimento de transferência, costumamos orientar que a paciente permaneça em repouso durante aproximadamente 15 minutos, podendo, a seguir, levantar e esvaziar a bexiga. Tal cuidado é apenas um excesso de zelo, pois já está provado que este repouso não influencia os resultados do tratamento em termos de gravidez. Da mesma forma, costuma-se recomendar repouso relativo nos 2 primeiros dias após a transferência, apenas para evitar atividades físicas em grande intensidade.
Após os 2 primeiros dias, a paciente deverá levar vida normal, inclusive com atividade sexual, se assim desejar. Onze dias após a transferência, será realizado o teste de gravidez: sempre a dosagem sangüínea quantitativa do da fração beta da gonadotrofina coriônica, mas conhecida como beta-HCG.
O resultado
O resultado do teste de gravidez, por mais surpreendente que isso possa parecer, pode nos levar a 3 (e não somente 2) condutas possíveis.
Teste positivo: a paciente está grávida e deve comemorar. No entanto, tal comemoração ainda deve ser comedida, pois sabemos que cerca de 15% de todas as mulheres que engravidam no mundo (seja de forma natural ou com alguma técnica de reprodução assistida) acabam abortando no primeiro trimestre, ou seja, até as primeiras 12 semanas de gravidez. O que fazer, então, quando se obtém um tão desejado resultado positivo? Manter as medicações e agendar uma ultra-sonografia obstétrica em cerca de 15 dias.
Este exame deverá mostrar quantos embriões se implantaram e se a gravidez está apresentando um desenvolvimento normal. Costumamos repetir avaliações ultra-sonográfica a cada 10 ou 15 dias, acompanhando a gestação até as 12 semanas, quando, então, o casal recebe alta para acompanhamento pré-natal exclusivo com seu obstetra.
Teste de valor intermediário: embora não exista a situação “meio grávida”, há casos em que o valor do beta-HCG, embora positivo (maior que 5 mUI/ml), está abaixo do valor de segurança para o 12o dia, que é 30 mUI/ml. Isto pode significar que, embora tenha ocorrido implantação embrionária, o desenvolvimento da gravidez pode não estar normal.
Nestes casos, podemos indicar uma ou mais repetições para acompanhar a curva de crescimento ou de descida do hormônio, até que seja possível realizar uma ultra-sonografia que esclareça o diagnóstico.
Teste negativo: por mais difícil que seja receber um teste de gravidez negativo após o tratamento, todo casal precisa estar preparado para ele. Infelizmente, não existe ainda tecnologia que garanta o sucesso de um tratamento de reprodução assistida, por mais fantásticas e avançadas que seja a tecnologia.
Com o teste negativo, a mulher deverá suspender todas as medicações e esperar menstruar, quando deverá ser novamente avaliada.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Exames Importantes

Exames Importantes para o Diagnóstico

Exames Importantes

Na pesquisa da fertilidade, os fatores são estudados levando-se em consideração cada uma das etapas no processo de reprodução. Para cada uma dessas etapas, existem exames básicos que são solicitados, já na primeira consulta, com o objetivo de se afastar ou confirmar possibilidades diagnósticas. De uma forma didática, são cinco os fatores que devem ser pesquisados e que podem atrapalhar um casal para ter filhos:
1. – Fator Hormonal e Fator ovariano: Problemas de hormônio e da ovulação;
2. – Fator Anatômico: Pesquisa da integridade anatômica do útero, trompas, colo uterino e aderências;
3. – Fator Imunológico : Pesquisa da “Incompatibilidade”, “hostilidade”, “alergia” – entre os gametas masculinos e femininos;
5. – Fator Masculino;
6. – Fator Endometriose.

1. FATOR OVARIANO E FATOR HORMONAL – Problemas de ovulação e de hormônios

Este fator representa 50% dos casos de esterilidade, por falta total de ovulação (anovulação) ou por um defeito da mesma (disovulia – insuficiência de corpo lúteo).
A pesquisa da ovulação se faz através de métodos indiretos que, em conjunto, dão o diagnóstico da existência ou não da ovulação e de sua quantidade. O tratamento depende das perturbações observadas pela pesquisa funcional.
Dosagens hormonais: São realizadas durante o ciclo menstrual, procurando-se avaliar a real existência, a qualidade e a época da ovulação. Devem ser feitas na época adequada e os hormônios dosados são geralmente: FSH, LH, ESTRADIOL, PROLACTINA e PROGESTERONA e outros, que poderão ser indicados de acordo com as suspeitas diagnósticas (Tireóide, etc).
Ultra-sonografia transvaginal seriada: Através deste exame, que é repetido algumas vezes durante o ciclo ovulatório, pode-se prever a ROTURA DO FOLÍCULO. Nos momentos que antecedem a ovulação, o folículo atinge seu tamanho máximo, mais ou menos 20 mm, formando um pequeno cisto (cisto funcional). Com a ovulação, este cisto se rompe e o óvulo é encaminhado para o útero, através da trompa uterina, onde deverá ser fecundado, passando a se chamar embrião.
Biópsia de endométrio: Fornece material para exame microscópico e pode ser realizada no próprio consultório durante o exame de videohisteroscopia (ver em videoendoscopia), ao redor do 24º dia do ciclo menstrual. O exame deste material permite avaliar também a ação efetiva dos hormônios.

2. FATOR ANATÔMICO – INTEGRIDADE DA ANATOMIA

Integridade da Anatomia: Consiste nas alterações do órgão reprodutor que podem impedir o encontro do espermatozóide com o óvulo dentro das tubas (ou trompas) e a conseqüente fecundação.
Útero, Trompas e ovários: O útero e as trompas devem exibir normalidade na sua anatomia e no seu funcionamento. Estas alterações ocorrem em 20 a 30% dos casos de esterilidade. Além das causas inflamatórias, traumáticas, cirúrgicas malformações, mioma, etc…, cumpre assinalar o papel dos fatores emocionais. O stress pode ocasionar alterações do peristaltismo das trompas, comprometendo a captação e o transporte do óvulo. Alguns exames podem ajudar a detectar melhor possíveis problemas. São eles:
Histerossalpingografia: É um raio-X contrastado, constitui importante instrumento para que o médico avalie se a paciente apresenta trompas e cavidade uterina íntegras, o que é essencial na avaliação de sua fertilidade. O médico deve estar envolvido diretamente na interpretação e, sempre que possível, acompanhar a própria execução do procedimento. A avaliação das chapas do exame deve ser cuidadosa verificando a presença de estenoses, sinéquias (aderências), septos, pólipos, malformações uterinas, obstruções tubáreas e lesões mínimas tubáreas. Em casos que demonstrem anormalidade, pode se seguir de laparoscopia e histeroscopia diagnósticas para prosseguir a avaliação. É interessante observar que até 20% das histerossalpingografias normais mostram anormalidade na vídeolaparoscopia.
Orientações: O exame deverá ser realizado entre o 8º e 10º dia do ciclo; Ligue para marcar o exame na clínica especializada no 1º dia do ciclo menstrual, a fim de receber eventuais informações complementares, como o uso de analgésicos antes do exame.
Histerossonografia: É um exame que pode ser realizado no próprio consultório. Uma sonda especial é colocada no útero por via vaginal e através desta injeta-se um fluído que distende a cavidade uterina, caminha em direção às trompas e atinge a cavidade pélvica. Este procedimento é acompanhado pelo ultra-som e nos permite avaliar a anatomia da cavidade uterina e, indiretamente nos dá a idéia da permeabilidade tubárea pelo acúmulo de líquido intra abdominal atrás do útero, entretanto, não substitui a histerossalpingografia para avaliação das trompas.
Ultra-sonografia Endovaginal: É um instrumento importante na avaliação inicial da paciente infértil. No passado, eram necessários procedimentos mais agressivos para averiguar anormalidades ovarianas e uterinas. Com o uso do ultra-som vaginal, hoje é mais fácil e segura a avaliação dessas estruturas pelo médico. Pode-se usar o ultra-som vaginal para diagnosticar uma variedade de problemas.
Uterinos:
  • miomas uterinos (tamanho e localização);
  • anomalias estruturais, como útero bicorno ou didelfo;
  • alterações funcionais e anatômicas do endométrio.
Ovarianos:
  • Cistos;
  • Tumores;
  • Aspecto policístico.
O ultra-som vaginal pode também diagnosticar problemas ovarianos e, conforme descrito no capítulo anterior, muito útil ao se acompanhar uma paciente através da fase ovulatória de seu ciclo e avaliar a presença do folículo dominante. Quadros como cistos foliculares ou dermóides e endometriomas podem ser facilmente visualizados com o uso do ultra-som vaginal;
VIDEOLAPAROSCOPIA: É um exame muito útil e sofisticado, feito em ambiente hospitalar sob anestesia geral. Através de uma microcâmera de vídeo introduzida no abdomem por meio de uma incisão mínima na região do umbigo, visualizamos os órgãos genitais: útero, trompas, ovários e órgãos vizinhos. Com esse aparelho fazemos um “passeio” pelo aparelho reprodutor feminino. numa extraordinária visão panorâmica ao vivo e em cores. Vemos tudo com magníficos detalhes na tela do monitor. Permeabilidade tubárea, aderências e ENDOMETRIOSE são diagnosticados dessa forma e podem, ao mesmo tempo, ser tratados cirurgicamente sem a necessidade de cortar o abdomen. Este equipamento permite a introdução de pinças especiais, para a realização de atos operatórios, corrigindo muitas das alterações, como liberar os tecidos aderidos, cauterizar e vaporizar focos endometrióticos (LASER ou Corrente Elétrica), coagular sangramentos e até realizar cirurgias maiores se for necessário (miomas, cistos, gravidez tubárias, etc …)
O diagnóstico e o tratamento cirúrgico por VIDEOLAPAROSCOPIA deve ser feito por profissionais com experiência em infertilidade e microcirurgia. Ao se detectar determinada alteração durante um exame, o cirurgião especializado em Reprodução Humana deverá ter experiência e capacidade para discernir as reais vantagens de um tratamento cirúrgico. Caso contrário, os traumas dessa cirurgia poderão piorar ainda mais a saúde reprodutiva dessa paciente.
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VIDEOHISTEROSCOPIA:
Pode ser feita em consultório e permite sem qualquer tipo de corte, o exame do INTERIOR do útero (endométrio). Através da mesma microcâmera utilizada no exame anterior, diagnosticamos na cavidade uterina a existência de alterações como miomas, pólipos, malformações e aderências, corrigindo-as, quando necessário, pela mesma via, cirurgicamente.


 
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Colo do Útero: O muco cervical, como já vimos, é extremamente importante no processo de fertilização, pois é nele que o espermatozóide “nada” em direção ao óvulo a ser fecundado. Alterações no colo uterino são responsáveis por 15 a 50% das causas de esterilidade. A análise desse fator é feita através da avaliação do muco cervical, da videohisteroscopia e da colposcopia.
Aderências: É o fator causado pela presença de obstáculos (aderências) na captação dos óvulos pela(s) trompa(s), estando esta pérvia em toda a sua extensão. Geralmente, é proveniente de infecções pélvicas, endometriose ou cirurgias nesta região. O diagnóstico inicial é sugerido pela histerossalpingografia, mas a confirmação é feita através da videolaparoscopia, o único exame que permite o diagnóstico definitivo e, concomitantemente, o tratamento cirúrgico. Quando não for possível a resolução pela via endoscópica, deveremos realizar a cirurgia pelas técnicas convencionais, levando-se em consideração os princípios da microcirurgia.

3. FATOR IMUNOLÓGICO: Pesquisa da “Incompatibilidade”, “hostilidade”, “alergia” – entre os gametas masculinos e femininos

O fator imunológico pode ser considerado causa de esterilidade, pois encontramos, com freqüência, anticorpos no aparelho genital feminino, em especial no muco cervical . O exame básico é o Teste Pós-Coito ou Sims-Huhner, que identifica, sob a luz do microscópico, qual é o comportamento dos espermatozóides em contato com o organismo feminino. O teste é considerado DEFICIENTE, quando eles se encontrarem imóveis, ao invés de movimentos rápidos, ideais para fecundação normal. Outros exames para avaliar fatores imunológicos são os anticorpos anticardiolipina, anticorpos antitireoidianos, fator anticoagulante lúpico,fosfatidil serina, células NK, IgA, Fator V de Leiden etc, de indicação restrita. Em casos especiais pode ser ainda solicitado o exame “Cross Match” que avalia a rejeição do embrião pelo organismo materno.

4. FATOR MASCULINO

A pesquisa da fertilidade no homem é um capítulo importante na reprodução humana, tanto pelas dificuldades quanto pelo misticismo que envolvem a maneira da coleta do material (pela masturbação), além dos preconceitos que ainda existem envolvendo os possíveis diagnósticos (por mais absurdo que pareça). A pesquisa da fertilidade masculina é sempre muito mais simples que a feminina. É fundamental que se saiba o que é relevante nesta pesquisa para que não nos percamos em resultados superficiais que levam o casal, muitas vezes, a perder tempo e dinheiro, além do desgaste psicológico que envolve este tipo de tratamento.
O fator masculino é responsável, isoladamente, por 30 a 40% dos casos de infertilidade e associado ao fator feminino por mais 20%, cúmplice, portanto, de 50% dos casais com dificuldade para engravidar. Visto que a avaliação deste fator é relativamente simples e pouco dispendiosa, esta deve ser realizada em todos os casos. Este estudo é baseado na história clínica (antecedentes de infecção, traumas, cirurgias pregressas, impotência, hábitos como alcoolismo, tabagismo, etc…), exame físico, espermograma e, em casos especiais, exames genéticos.

5. FATOR ENDOMETRIOSE

Endométrio é o tecido que reveste o útero internamente e é formado entre as menstruações. Esta “película” solta-se e sai juntamente como sangue, cada vez que a mulher menstrua. Por razões ainda não definidas, esse revestimento pode migrar e se alojar em outros órgãos como ovários, trompas, intestinos, bexiga, peritôneo até mesmo no próprio útero, dentro do músculo. Quando isso, acontece, damos o nome de ENDOMETRIOSE (no útero tem o nome de Adenomiose), ou seja, endométrio fora do seu local habitual. A endometriose é responsável por cerca de 40% das causas femininas da infertilidade. A moléstia não é maligna e em certas pacientes se manifesta apenas discretamente, com leve aumento na intensidade das cólicas menstruais. Em outras, pode ser um martírio, com dores fortes e sangramentos abundantes. Em qualquer uma das situações, seja qual for o grau de endometriose, a Fertilidade pode estar comprometida. Os indícios da existência desta doença podem ser dados, além da história clínica, pela dosagem no sangue de uma substância chamada CA125 e por imagem suspeita vista pelo ultra-som. Novos exames como PCR, SAA, Anticardiolipina IgG, IgA e IgM representam uma opção para pesquisa e tratamentos imunológicos futuros desta patologia. Para confirmar o diagnóstico e graduar o comprometimento da sua própria existência, a VIDEOLAPAROSCOPIA é essencial, podendo-se, através dela obter também a cura com a cauterização e ressecção dos focos. O tratamento clínico medicamentoso complementar é uma alternativa que deve ser avaliada caso a caso.

Meu medico Dr( anjo)

r. Arnaldo Schizzi Cambiaghi

CURRICULUM VITAE


Dr. ARNALDO SCHIZZI CAMBIAGHI

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Apesar de dedicar a maior parte de seu tempo para o conhecimento dos tratamentos da infertilidade, seu currículo demonstra a preocupação em acompanhar as mulheres em outras áreas da ginecologia-obstetrícia e também em outras especialidades, com o apoio de uma equipe competente. A especialidade em Medicina Reprodutiva requer dedicação e atualização constantes, para que seja exercida com competência, mas também com amor, carinho e sensibilidade aos problemas de cada paciente. Assim, fica bem mais fácil alcançar o objetivo. É desse modo que o Dr. Arnaldo trabalha, pois acredita que, além do conhecimento, a relação médico-paciente e o respeito à ética são extremamente importantes para que se alcance um bom resultado em qualquer tipo de tratamento.
A atenção, a conversa, a alegria de ajudar os pacientes, juntamente com o apoio da ciência e o interesse em cada caso, tornam o dia a dia muito mais produtivo e agradável. Autor de livros direcionados às mulheres e aos médicos, sempre na área de Reprodução Humana, ele vem aprimorando técnicas que envolvem novos exames para o diagnóstico e tratamentos que melhorem, cada vez mais, os resultados de procedimentos comoInseminação Artificial, Fertilização In Vitro, ICSI, Super-ICSI, Biópsia Embrionária, PGD, CGH, Congelamento de óvulos, Preservação da Fertilidade e outros.
“A medicina reprodutiva exige um conhecimento científico profundo e atualizado, respeito e comprometimento com a ética e a valorização da relação médico-paciente” (Dr. Arnaldo Schizzi Cambiaghi)
  • Ginecologista Obstetra especialista em Reprodução Humana e Cirurgia Endoscopia
    Diretor clínico do IPGO (Instituto Paulista de Ginecologia e Obstetricia)
  • Formado pela Faculdade de Ciências Médicas de Santa Casa de São Paulo
  • Residência em Ginecologia e Obstetrícia no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo
  • Titulo de Especialista pela Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetricia (n.º 96/97)
  • Especialização em Videolaparoscopia, Histeroscopia e Laser na Catholic University of Leuven – Bélgica
  • Especialização (Avançada) em Videolaparoscopia a Laser no Institute for Reproductive Medicine – Annandale, Vírginia – USA
  • Pós Graduate Course – Advance Laparoscopic Surgery including Laser Endoscopy – AAGL – Chicago, Illinois, USA
  • Titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões – Ginecologia
  • Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Laparoscópica
  • Pos Graduate Course – Laparoscopic Hysterectomy, incluindo Retroperitoneal Dissetion: Lymphnode dissection, the ureter, Retropubic Urethropexy & Appendectomy – AAGL – Chicago, Illinois, USA
  • Post Graduate Course – “Surgical Approaches to Endometriosis” – AAGL 23rd Meeting, New York – New York USA
  • Membro da European Society of Humam Reproduction and Embriology
  • Membro da The American Association of Gynecologic Laparoscopists
  • Membro da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana
  • Membro Efetivo da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • Membro da International Society Fertily Preservation
  • Laboratory Training Program and Seminar in the are of auto Suture Surgical Staplers in General Surgery – USC – Norwalk Connecticut – USA
  • Prêmio Internacional – Troféu Best Video PRODUCTION “The Cambiaghi Fastener for Extracorporeal Suturing”- Secound International Gynecologic Endoscopic Film Festival & Instrumentation; Exhibition – San Diego, California – USA

Prêmios recebidos

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Prêmio Internacional

Troféu Best Video PRODUCTION
“The Cambiaghi Fastener for Extracorporeal Suturing”
Secound International Gynecologic Endoscopic Film Festival & Instrumentation; Exhibition
San Diego, California – USA